SOL E DESEJO ARDENDO! (SENSAÇÕES).

Na manhã daquele domingo quente de verão, acordei agitada. Transpirando muito. Minha camiseta de dormir toda molhada, grudando nas costas, pelo suor excessivo.  Não sei se transpirava de tanto calor ou de medo! O pesadelo que tinha me atormentado durante toda a noite, ainda se refletia intensamente em mim. Meu corpo todo dolorido. Parecia que eu tinha levado uma surra. Você voltou com toda a força! Pensava que já tivesse morrido em mim! Naquela noite lhe senti presente! Fiquei ouvindo  sua voz  quente a murmurar palavras de amor, de paixão. A noite inteira. Parecia que havíamos retomado os velhos tempos. Muitas brincadeiras! Me fez rir, novamente. Até doer a barriga. Meu doce palhaço! Sensível e irônico! Homem menino carente. Tão forte diante da vida. Não sabia de onde vinha tanta força e firmeza. Afinal, com uma história emocional de tanta rejeição e abandono. Que força para enfrentar a vida! Despertou em mim muita vontade de cuidar de você. Esse foi um dos aspectos seus que me encantou. Essa ambivalência de seu caráter. Forte e frágil!  Nas minhas horas de dor, a sua presença energética me acalmando e mostrando um mundo melhor.  Isso atrai muito, sabia?  Você se permite ser dual. É uma das poucas pessoas que conheço que se expressa tão naturalmente. Na noite do pesadelo, revivi a paixão profunda que avassalou a gente. No sonho, revivi seus beijos quentes e provocadores. Me sentia nas nuvens. Trêmula e feliz!  Num dado momento, envolvida em seus braços fortes e peludos, num abraço de entrega, no auge dessas sensações, de repente, senti um empurrão. Quase perdi o equilíbrio. Me apoiei na parede para não cair. Assustada acordei, ainda dentro do pesadelo. Abri os olhos, tentando entender o que estava acontecendo. Foi terrível! Você tinha tido um ataque do coração. Encontrei você muito pálido, estendido no chão, sem sentidos. Parecia um morto. Desesperada, não encontrava o meu celular. Sai de casa correndo, pela rua afora. Fui pedir socorro. Estava desnorteada. Agonia intensa. Todas as luzes da rua apagadas. Não havia ninguém por ali. Tentei gritar, o som da voz não saia. Meu maxilar rígido. Garganta e boca secas. Minha mente fixada no meu amor estendido lá no chão frio do quarto. Me senti toda enrijecida. Catatônica. Acordei. Nossa! Que sofrimento horrível esse pesadelo me causou. Não imaginava que ainda te amava tanto! Já fazia quase oito meses que a gente tinha se separado. Por um motivo de ciúmes ridículo de sua parte. Eu não aceitava o seu controle. Fiquei com muita raiva de você. Duvidar de mim e me ofender? Isso eu não admitia. Risquei você do pensamento, mesmo! Achava que já  tinha lhe esquecido. Aquele pesadelo foi revelador. Acordei você em mim! Muito medo de nunca mais ver você. Levantei da cama. Abri a janela do quarto. Cheiro de maresia pelo ar. Barulho das ondas do mar. Surgiu uma vontade enorme de  respirar e correr na orla. Ao mesmo tempo, em meu peito, sentia um aperto!  Sentimentos intensos, despertados naquele sonho/pesadelo. Meu coração disparado.  Muita necessidade de ser ouvida. Conflito instalado. Aceitar o convite do sol? Do coração? Liguei! O reencontro foi um renascimento.  Mãos dadas. Magia no ar. Sol ardendo na pele. Desejo queimando as entranhas. Foi o dia mais quente de todos os verões. Felipe! Estou sonhando acordada. O TESTE DEU POSITIVO!

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