{"id":1024,"date":"2019-06-05T18:39:22","date_gmt":"2019-06-05T20:39:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1024"},"modified":"2026-09-06T20:35:25","modified_gmt":"2026-09-06T23:35:25","slug":"violencia-domestica-machismo-covardia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2019\/06\/05\/violencia-domestica-machismo-covardia\/","title":{"rendered":"VIOL\u00caNCIA DOM\u00c9STICA! ( MACHISMO\/COVARDIA)"},"content":{"rendered":"\r\n<h3>Sou Cl\u00e1udia, psic\u00f3loga. Exer\u00e7o a fun\u00e7\u00e3o de psicoterapeuta num grupo de trabalho social. Cuido de mulheres. V\u00edtimas fr\u00e1geis, da intensa viol\u00eancia masculina, dentro de suas casas ou mesmo, fora delas.\u00a0 Casos de agress\u00f5es absurdas, f\u00edsicas e emocionais, que chegam at\u00e9 mim,\u00a0 revelam enorme falta de equil\u00edbrio, amor e respeito exercido\u00a0 por machistas covardes, que provavelmente, foram v\u00edtimas de pais, tamb\u00e9m machistas que ensinaram pelas suas atitudes doentias, esse modelo patol\u00f3gico de homem a seus filhos. Esses filhos tamb\u00e9m sofreram muito. De algum jeito, cada um deles teve a sua primeira natureza bloqueada.\u00a0 Desenvolveram, infelizmente,\u00a0 padr\u00f5es de car\u00e1ter alterados e doentios, pensando que assim seriam fortes e admir\u00e1veis. Muitos sentimentos reprimidos no cora\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u00a0Os valores primordiais do ser humano que correspondem \u00e0 sensibilidade, empatia e generosidade ficaram recalcados em algum ponto de seu interior. Semana passada chegou at\u00e9 mim a jovem Beth, trinta e dois anos, m\u00e3e de um beb\u00ea com nove meses de idade. Casada com Luiz, homem socialmente gentil, muito simp\u00e1tico e brincalh\u00e3o. Na intimidade, &#8220;um monstro&#8221;! Beth relatou que era submetida a torturas psicol\u00f3gicas e f\u00edsicas, sempre que ousava n\u00e3o concordar Luiz. Durante a sess\u00e3o, enquanto relatava seu sofrimento, ergueu a blusa e exp\u00f4s marcas da mais recente viol\u00eancia na qual foi v\u00edtima. Motivo banal. Ousou atrasar o almo\u00e7o do mach\u00e3o! Ele nem quis saber o motivo. Nem deixou Beth explicar que o beb\u00ea deles tinha ficado a manh\u00e3 inteira com febre alta, choroso e inquieto. S\u00f3 queria o colo da m\u00e3e. Na hora em que Luiz chegou, o nen\u00e9m, tinha acabado de ser medicado e adormecera. Beth nem teve tempo de coloc\u00e1-lo no ber\u00e7o. Luiz, descontrolado, n\u00e3o vendo a mesa posta, come\u00e7ou a vociferar palavr\u00f5es, de baixo cal\u00e3o, ofendendo-a de todas as formas. Mal Beth, indignada, tentou se explicar, ainda com o beb\u00ea no colo, recebeu um bofet\u00e3o no rosto. Caiu no ch\u00e3o com a crian\u00e7a. Beth teve o cuidado instintivo de o proteger com os seus bra\u00e7os. O beb\u00ea acordou assustado, chorando muito. Nem essa cena abalou o desequilibrado marido. Luiz estava surtado. N\u00e3o conseguia ouvir nada. S\u00f3 sabia gritar. Como um monstro, pegou o filho do colo de Beth e\u00a0 jogou-o no ber\u00e7o. Em seguida, despejou todo o \u00f3dio de uma vida em cima de Beth. Empurrou-a contra a parede, arrastando-a pelo cabelo, at\u00e9 o fog\u00e3o. Dizia que ali era o lugar dela. Nem o &#8221; Tot\u00f3&#8221;, o c\u00e3ozinho da fam\u00edlia, foi poupado. Num gesto brutal, o &#8220;mach\u00e3o&#8221; deu-lhe um pontap\u00e9 no traseiro. O pobre cachorrinho, assustado, correu dali, chorando muito. Depois deste filme de terror, o insano Luiz, saiu de casa, deixando dores, choros e gemidos, como se nada tivesse acontecido. Ap\u00f3s os surtos, sempre contou com o sil\u00eancio e o medo de Beth. \u00a0Daquela vez foi diferente. Decidida a n\u00e3o passar nunca mais por essa situa\u00e7\u00e3o criminosa, Beth conseguiu enfrentar\u00a0 medos em se expressar, indo direto buscar ajuda na psicoterapia. N\u00e3o seria mais\u00a0 v\u00edtima de um doente. Foi assim que a conheci. Saindo da nossa consulta, Beth\u00a0 prestou queixa na delegacia da mulher. Seu algoz n\u00e3o a submeteria mais, nem sequestraria a sua identidade. N\u00e3o seria mais prisioneira de ningu\u00e9m! Durante seu processo terap\u00eautico,\u00a0 emergiu uma nova mulher. Lutou pelos seus direitos de mulher e m\u00e3e.\u00a0 Reconheceu que &#8220;estamos onde nos colocamos&#8221;! Est\u00e1 em busca constante em busca de auto integrar sua auto imagem com a auto estima. Entendeu que um mach\u00e3o troglodita, n\u00e3o sustenta seu desiquil\u00edbrio em cima de uma mulher forte e integrada. N\u00e3o sabe lidar com a for\u00e7a dessa mulher.\u00a0 \u00a0\u00a0<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou Cl\u00e1udia, psic\u00f3loga. Exer\u00e7o a fun\u00e7\u00e3o de psicoterapeuta num grupo de trabalho social. Cuido de mulheres. 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