{"id":1191,"date":"2019-10-02T16:21:05","date_gmt":"2019-10-02T18:21:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1191"},"modified":"2019-10-04T00:20:55","modified_gmt":"2019-10-04T02:20:55","slug":"o-homem-que-so-sorria-sorriso-desconectado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2019\/10\/02\/o-homem-que-so-sorria-sorriso-desconectado\/","title":{"rendered":"SORRISO MASCARADO (DEFESAS DO CAR\u00c1TER)."},"content":{"rendered":"<p>Cristiano, na inf\u00e2ncia, era considerado um menino triste. N\u00e3o conseguia ter amiguinhos, nem mesmo na escola. Vivia isolado e criando brincadeiras solit\u00e1rias nas horas em que n\u00e3o estava estudando. Esse menino triste, aos dez anos de idade, resolveu ter como companhia os &#8220;livros da biblioteca da escola&#8221;. Desta forma poderia conseguir amiguinhos imagin\u00e1rios e preencheria sua enorme car\u00eancia. Escolhia os temas que estivessem em pauta em suas fantasias e os mencionados pelos seus professores. Assim foi se desenvolvendo intelectualmente. Paralelamente, foi estudando muito. Entregou-se, compulsivo, \u00e0 leitura dos livros da biblioteca da escola. Tornou-se o melhor aluno da classe. Todos os colegas come\u00e7aram a perceber que ele existia. &#8220;Como \u00e9 dif\u00edcil se livrar de um apelido&#8221;! Principalmente um pejorativo. De &#8220;orelhudo esquisito&#8221;, passou para &#8220;orelhudo esperto&#8221;. Um novo r\u00f3tulo. Tinha orelhas de abano!!! Na verdade ele n\u00e3o se incomodava com isso. At\u00e9 gostou do novo apelido. Afinal era uma nova identidade. Reconhecia alguma qualidade boa nele. Ficou mais extrovertido. Mudou seu jeito, ao extremo. Come\u00e7ou a falar alto. Rir em exagero!\u00a0 Como foi dando certo, achou que assim ficaria mais atraente e divertido. Chamaria mais a aten\u00e7\u00e3o das pessoas. E, de certa forma, estava certo. Passou a ter mais companheiros. Virou um palha\u00e7o. Fazia piada de tudo. As gargalhadas eram frequentes, at\u00e9 quando sem motivo. Na realidade conseguia companhia, mas tinha muita dificuldade de desenvolver amizades verdadeiras. Ter um amigo do peito! S\u00f3 amizades fr\u00e1geis! Terminou o col\u00e9gio. Fez faculdade de publicidade, n\u00e3o perdendo o seu jeito &#8220;aparentemente&#8221; feliz de viver a vida. Cristiano tornou-se um publicit\u00e1rio de prest\u00edgio e se resolveu muito bem financeiramente. Muito sucesso entre as mulheres e homens. Nunca se entregou a um Amor de verdade! Socialmente tinha a vida muito preenchida. Emocionalmente se sentia um lixo. Havia um buraco em seu cora\u00e7\u00e3o que ele tentava preencher, mas n\u00e3o conseguia. Passados sete anos de grande ascens\u00e3o profissional, com trinta anos de idade, entrou numa terr\u00edvel depress\u00e3o. Teve que se afastar do cargo, sob licen\u00e7a m\u00e9dica. N\u00e3o entendia o porqu\u00ea desse sofrimento. O sorriso, que era\u00a0 t\u00e3o frequente, foi sepultado. Perdeu o interesse profissional. Momento ca\u00f3tico! O menino triste renasceu. S\u00f3 que desta vez foi muito pior. Cristiano\u00a0 n\u00e3o conseguiu criar nenhum recurso para se refugiar. Logo ele, t\u00e3o criativo! Trancou-se em casa. Trancou-se em si mesmo.\u00a0 Perdeu o interesse pela vida. S\u00f3 queria ficar na cama, de pijamas e mal cuidado. Sem apetite! Em quatro semanas emagreceu quase oito quilos. Transformou-se numa caricatura de si mesmo. Irreconhec\u00edvel! N\u00e3o queria ver ningu\u00e9m. S\u00f3 aceitava a companhia de seu gato angor\u00e1, presente de Bruna, antiga namorada. Depois de quase um m\u00eas nessa condi\u00e7\u00e3o deplor\u00e1vel, Bruna soube, atrav\u00e9s de amigos, o que estava acontecendo com Cristiano.\u00a0Ela ainda era apaixonada por ele. Vivia tentando reconquista-lo. Jogava charme e sensualidade o quanto podia. Sem \u00eaxito! Para Cristiano a paix\u00e3o tinha se acabado h\u00e1 tempos. O gato angor\u00e1 ficou como o \u00fanico vinculo entre eles. De vez em quando, Bruna ligava para saber do &#8220;gato&#8221;. Ultimamente Cristiano nem atendia mais o telefone. Preocupada, Bruna resolveu ir visita-lo pessoalmente. Queria ver com os pr\u00f3prios olhos o que estava acontecendo com ele! Chegando l\u00e1, n\u00e3o se conformou com o que viu. O seu querido daquele jeito? Isso n\u00e3o! Mulher de atitude e obstinada, resolveu ajuda-lo. Mesmo com\u00a0forte resist\u00eancia dele. Fez papel de m\u00e3e, mesmo!!! Colocou-o no chuveiro bem quentinho. Aqueceu uma toalha macia e felpuda, para que ele se sentisse acolhido ap\u00f3s o banho. Afinal aquela tarde de outono estava gelada! Depois foi para o fog\u00e3o e preparou a sopa de legumes mais saborosa que conseguiu. Fez torradinhas no alho e suco de laranja. Arrumou uma mesa linda. Colocou at\u00e9 flores coloridas para alegrar o ambiente. Cristiano, assim que terminou o banho, sentiu o aroma que vinha da cozinha. Estava irresist\u00edvel! Num segundo, recordou das sopas deliciosas que sua m\u00e3e preparava. Sensa\u00e7\u00f5es sinest\u00e9sicas! Acho que era uma das \u00fanicas coisas boas daquela \u00e9poca em que\u00a0 vivia\u00a0 fechado nele mesmo. Essa lembran\u00e7a de prazer e a energia nova que estava sentindo com a presen\u00e7a de Bruna , despertou nele a vida escondida no peito. Lentamente foi at\u00e9 a adega. Pegou a garrafa de vinho que h\u00e1 muito tempo havia guardado para uma ocasi\u00e3o especial. Desta vez o sorriso veio do cora\u00e7\u00e3o.\u00a0 BRINDARAM \u00c0 VIDA!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristiano, na inf\u00e2ncia, era considerado um menino triste. N\u00e3o conseguia ter amiguinhos, nem mesmo na escola. Vivia isolado e criando brincadeiras solit\u00e1rias nas horas em que n\u00e3o estava estudando. 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