{"id":1412,"date":"2020-02-19T16:51:25","date_gmt":"2020-02-19T19:51:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1412"},"modified":"2020-02-20T13:30:20","modified_gmt":"2020-02-20T16:30:20","slug":"o-vento-e-as-formigas-cuidar-de-seu-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/02\/19\/o-vento-e-as-formigas-cuidar-de-seu-amor\/","title":{"rendered":"O VENTO E AS FORMIGAS! (CUIDAR DE SEU AMOR)."},"content":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s da janela do meu est\u00fadio, vejo as folhas da pitangueira, dan\u00e7ando sem censura. O vento do outono, morno e suave, soprando folhas pra l\u00e1, pra c\u00e1&#8230; Anunciando as mudan\u00e7as da esta\u00e7\u00e3o. Meus olhos se fixam nessa dan\u00e7a. Despertam sensa\u00e7\u00f5es t\u00e3o antigas, t\u00e3o conhecidas, que se misturam com os meus conflitos atuais. Confus\u00e3o de sentimentos acelera meus pensamentos. Meu cora\u00e7\u00e3o, neste momento, est\u00e1 come\u00e7ando a disparar&#8230; Ang\u00fastias, desejos querendo emergir. Sinto-me em desequil\u00edbrio energ\u00e9tico. Dificuldade de organizar os pensamentos. Nossa! Estou adoecida, impotente. N\u00e3o quero pensar nisso agora! Queria apenas ficar na saudade da inf\u00e2ncia. L\u00e1 encontro um porto seguro. Olhar o meu antigo quintal. Conversar de novo com a minha pitangueira. Com ela vivi tantas hist\u00f3rias. Momentos \u00fanicos. Toda vez que eu ficava triste, corria para o quintal e sentava ao p\u00e9 da minha\u00a0 \u00e1rvore. Longas conversas&#8230; Eu\u00a0 contava a ela todas as minhas m\u00e1goas. Queixumes, caprichos que me atormentavam. Ela sempre me ouvia. Como uma boa amiga faz. Oferecia acolhimento, em sua sombra frondosa e doces pitangas. Temos muitos, muitos segredos guardados. Amiga eterna! Bastava abra\u00e7ar o seu tronco pra eu me acalmar. Contato quente e energ\u00e9tico. &#8220;\u00c1rvores sentem e falam&#8221;! Assim que me formei em paisagismo, fiz quest\u00e3o de construir um espa\u00e7o de trabalho integrado \u00e0 natureza. Ficou perfeito na casa onde cresci. H\u00e1 nove anos, pitangas brincam em cima de meu computador e de minha mesa de trabalho. Elas sempre me inspiraram. Ado\u00e7avam o meu humor. Tento fazer esfor\u00e7o pra n\u00e3o cair na depress\u00e3o que est\u00e1 querendo me invadir. N\u00e3o estou bem. Fa\u00e7o esfor\u00e7o pra fugir da minha tristeza. Est\u00e1 dif\u00edcil! Quando me transporto para o passado, meus pensamentos s\u00e3o interrompidos abruptamente pelos \u00faltimos acontecimentos, que drenam minha pouca energia. Tento me enganar. Abafo a ang\u00fastia que teima em voltar. Necessidade enorme de superar essa dor bloqueada no peito.\u00a0 Estou me sentindo fragilizada. Ambivalente! Confus\u00e3o de sentimentos! &#8220;\u00c0s vezes, conciliar emo\u00e7\u00e3o com raz\u00e3o, fica quase imposs\u00edvel&#8221;. Tenho que admitir que a ruptura daquele amor, dilacerou meu cora\u00e7\u00e3o. Reconstruir uma vida, me parece imposs\u00edvel. &#8220;Esse \u00e9 um exerc\u00edcio \u00e1rduo e muito sutil&#8221;. Exige busca de equil\u00edbrio entre a mente e o corpo. A taquicardia n\u00e3o est\u00e1 passando! Isso me assusta! O peito aperta. Sinto as pernas bambas, meu Deus! N\u00e3o, n\u00e3o vou me entregar a uma s\u00edndrome do p\u00e2nico. Tenho muito medo desse transtorno. N\u00e3o quero pensar mais em nenhuma tristeza. A falta de ar aumenta. Pensamentos e sensa\u00e7\u00f5es se guerreando. Tento desviar meu foco mental. N\u00e3o vou me permitir sofrer desse jeito. Reagir \u00e9 a minha sa\u00edda. Vou cuidar de resgatar o que perdi. &#8220;Amores fortes n\u00e3o podem morrer!&#8221;. Entrego-me novamente \u00e0s recorda\u00e7\u00f5es. Emergem ondas de raivas e de carinhos. Come\u00e7o a respirar com pausas, para me acalmar dessa ang\u00fastia. Vou me livrar dessas sensa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o me machucando tanto. Dirijo-me at\u00e9 a janela do est\u00fadio, buscando ar mais fresco. Ufa! Acho que j\u00e1 estou melhorando. O vento continua a balan\u00e7ar o galhos de minha velha amiga. N\u00e3o se d\u00e1 conta da intensidade da minha dor! Retomo a respira\u00e7\u00e3o normal e a taquicardia melhora. Olho o sol me aquecendo. Ele se mistura com o vento. As folhas caindo pelo ch\u00e3o. Busco na pitangueira, como antigamente, aquele afago energ\u00e9tico t\u00e3o conhecido! Parece que ela est\u00e1 sorrindo para mim. Continua saud\u00e1vel e forte.\u00a0\u00a0S\u00f3 est\u00e1 perdendo folhas fracas ou talvez antigas! Outras nascer\u00e3o em seu lugar.\u00a0 Mudan\u00e7as necess\u00e1rias para um novo ciclo. Fa\u00e7o simultaneamente uma analogia com o que estou sentindo. Isso me d\u00e1 um certo al\u00edvio! Com essa sensa\u00e7\u00e3o forte, desvio meu olhar das folhas para o caule. Fico assustada pela invas\u00e3o de formigas vorazes que ali est\u00e3o. Isso me arrepia. Uma atitude se faz necess\u00e1ria! Conflito intenso se instala novamente. Essas formigas invadiram a \u00e1rvore errada. A MINHA PITANGUEIRA N\u00c3O!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s da janela do meu est\u00fadio, vejo as folhas da pitangueira, dan\u00e7ando sem censura. O vento do outono, morno e suave, soprando folhas pra l\u00e1, pra c\u00e1&#8230; Anunciando as mudan\u00e7as da esta\u00e7\u00e3o. Meus olhos se fixam nessa dan\u00e7a. Despertam sensa\u00e7\u00f5es t\u00e3o antigas, t\u00e3o conhecidas, que se misturam com os meus conflitos atuais. 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