{"id":1445,"date":"2020-04-03T19:15:07","date_gmt":"2020-04-03T22:15:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1445"},"modified":"2023-09-06T16:08:48","modified_gmt":"2023-09-06T19:08:48","slug":"o-prazer-esta-doente-masoquismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/04\/03\/o-prazer-esta-doente-masoquismo\/","title":{"rendered":"O PRAZER EST\u00c1 DOENTE! (MASOQUISMO)."},"content":{"rendered":"<p>Fa\u00e7o parte de um grupo de cinco\u00a0 amigos dos tempos de universidade. Desde que nos formamos, h\u00e1 quatro anos, nos reunimos todo \u00faltimo s\u00e1bado de cada m\u00eas. \u00c9 sagrado! Na verdade s\u00f3 deixamos de nos ver, durante esse per\u00edodo, uma \u00fanica vez.\u00a0 Chovia torrencialmente!\u00a0 Muito granizo e \u00e1gua, naquela noite. N\u00e3o dava pra sair. Raios cruzando o c\u00e9u,\u00a0 fa\u00edscas violentas,\u00a0 trov\u00f5es barulhentos. Dava a impress\u00e3o que o mundo ia acabar. Naquele s\u00e1bado, resolvemos fazer o encontro por SKYPE.\u00a0 N\u00e3o foi t\u00e3o divertido como de costume. Sem vinho, nem cerveja, n\u00e3o era a mesma coisa, mas, deu pra matar a saudade, de certa forma. &#8220;Bolamos um jeito&#8221;\u00a0 diferente para a reuni\u00e3o do m\u00eas seguinte. Cada um dos integrantes escreveria\u00a0 sobre um\u00a0 &#8221; Desejo oculto&#8221;, que seria exposto no\u00a0 pr\u00f3ximo encontro do grupo. (Talvez fosse legal falarmos de sentimentos pessoais e trocar experi\u00eancias&#8221;. &#8220;Sem terapeuta para analisar)!\u00a0 Ali\u00e1s, temas emocionais sempre mexem nas pessoas. Esperei ansiosamente o pr\u00f3ximo encontro. O dia chegou esperado, chegou lindo.. Ao contr\u00e1rio\u00a0 do m\u00eas anterior. S\u00e1bado de sol. Noite estrelada. Lua\u00a0 cheia, convidando encontro ao ar livre. Procurar algum barzinho animado. Foi o que fizemos. Lugar lindo. Todos empolgados. Cerveja gelada rolando.\u00a0 Batidas de frutas variadas. Pizza. Brincadeiras. Exagero? N\u00e3o fez bem! Pedro, o menos resistente para bebidas, quis falar de seu desejo oculto, vivenciado num sonho. Visivelmente alterado pelo \u00e1lcool, come\u00e7ou a falar sobre prefer\u00eancias e qualidades na cama. Abriu sua intimidade. Exp\u00f4s desejos com detalhes estranhos, prefer\u00eancias masoquistas, que lhe davam incr\u00edvel prazer. Descreveu o\u00a0 sonho mobilizador que tinha tido com\u00a0 &#8220;Clara&#8221;, uma de nossas amigas da turma.( Ele sempre teve uma queda por ela). Clara, por sua vez,\u00a0 n\u00e3o estava nem a\u00ed, com ele. Clara,\u00a0 sorrindo, ouvia a narrativa, tentando ser simp\u00e1tica. ( O relato foi tomando propor\u00e7\u00f5es invasivas, causando certo desconforto na turma). Irremediavelmente gozador, Pedro, foi relatando\u00a0 sexo obsceno, com cenas expl\u00edcitas.\u00a0 Revelou ao grupo, sem nenhum constrangimento, sua predile\u00e7\u00e3o em\u00a0 apanhar e ser chicoteado, no momento da transa, e, que Clara, tinha correspondido plenamente aos seus desejos. Comentou que apanhar at\u00e9 sangrar aumentava ainda mais o seu prazer! Debochado, disse que no sonho, Clara presenteou-o com mais de vinte chibatadas. O relato foi ficando cansativo e pesado. &#8220;Caipirinha rolando solta&#8221;. A turma em coro gritando para ele parar.\u00a0 Clara, estava se contendo para n\u00e3o explodir. &#8220;O que de in\u00edcio foi engra\u00e7ado\u00a0 se transformou em invas\u00e3o a sua pessoa&#8221;. Raiva absurda, crescente!\u00a0 De repente, ela n\u00e3o se conteve. Em alto e bom tom, disse:-Cala a boca seu babaca! N\u00e3o admito ser\u00a0 invadida desse jeito. Constrangimento geral. (Chamou-o de doente e desestruturado emocionalmente). Pedro, com express\u00e3o esquisita,\u00a0 calado,\u00a0 levantou-se. Foi embora.\u00a0 Acabou a noite, para todos! Acabando de chegar em casa, o telefone tocou. Estranhou pelo hor\u00e1rio. Duas e meia da manh\u00e3.\u00a0 Quem seria? Do outro lado a voz inconfund\u00edvel de Pedro. S\u00f3brio, pedia desculpas. Mil perd\u00f5es! Disse que tinha\u00a0 brincado e exagerado. A malvada pinga recebeu a culpa. Disse que n\u00e3o esperava aquela rea\u00e7\u00e3o\u00a0 da Clara. Nem do grupo. N\u00e3o achava que tinha ofendido ningu\u00e9m. Apenas contou um sonho divertido e normal.\u00a0 &#8220;Sexo, dor e prazer!&#8221; Nesse instante, interrompi Pedro e dei raz\u00e3o a Clara. Aproveitei para falar de\u00a0 minhas \u00faltimas leituras sobre masoquismo. Indiquei \u00e0 ele. Comentei ser importante ele conhecer causas e efeitos desse tipo de preferencia, segundo a psicologia. Sobretudo indiquei o estudo de Reich sobre a coura\u00e7a muscular do car\u00e1ter e suas fun\u00e7\u00f5es. Falei rapidamente, do\u00a0 car\u00e1ter masoquista na vis\u00e3o de Reicheana.\u00a0 Pedro, ficou num longo sil\u00eancio. Apenas ouvindo! Respeitei. Finalizei, dizendo que Clara era muito delicada e genu\u00edna ao expressar emo\u00e7\u00f5es.\u00a0 A forma que ele usara como abordagem sobre seu sonho, tinha sido muito invasora e agressiva. O inverso do que uma mulher rom\u00e2ntica\u00a0 e sens\u00edvel espera de um homem estruturado. (Sentimentos saud\u00e1veis v\u00eam de dentro para fora). N\u00e3o precisam de chicotadas. &#8220;NASCEM NO CORA\u00c7\u00c3O&#8221;!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fa\u00e7o parte de um grupo de cinco\u00a0 amigos dos tempos de universidade. Desde que nos formamos, h\u00e1 quatro anos, nos reunimos todo \u00faltimo s\u00e1bado de cada m\u00eas. \u00c9 sagrado! Na verdade s\u00f3 deixamos de nos ver, durante esse per\u00edodo, uma \u00fanica vez.\u00a0 Chovia torrencialmente!\u00a0 Muito granizo e \u00e1gua, naquela noite. 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