{"id":1489,"date":"2020-04-18T23:21:37","date_gmt":"2020-04-19T02:21:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1489"},"modified":"2023-11-15T16:40:26","modified_gmt":"2023-11-15T19:40:26","slug":"cuida-de-mim-apelo-desespero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/04\/18\/cuida-de-mim-apelo-desespero\/","title":{"rendered":"CUIDA DE MIM!( APELO\/DESESPERO)."},"content":{"rendered":"<p>Estou perdendo voc\u00ea! H\u00e1 uns dois meses, acordei com essa frase martelando em minha cabe\u00e7a. Assustada, dei um pulo da cama. Esfreguei os olhos meio emba\u00e7ados pelo sono intenso que ainda faltava ser dormido. Confusa. Tentei organizar os pensamentos. Estava um bocado dif\u00edcil. Falta de conex\u00e3o entre os pensamentos e\u00a0 sentimentos. Taquicardia insistia em me assustar. Respira\u00e7\u00e3o meio asfixiante. Por um momento, pensei que estava morrendo. Coisa horr\u00edvel! Num repente,\u00a0 surgiu na mente, como uma luz, o valioso ensinamento de minha m\u00e3ezinha, mulher sens\u00edvel e natural. Muitas vezes sua sinceridade machucava, por\u00e9m, quando o assunto era cuidar, ela era uma mestra. Eu aprendi a ser assim, tamb\u00e9m. Em minhas crises de ansiedade,\u00a0 amorosamente, olhava em em meus olhos e segurando minhas m\u00e3os calorosamente,\u00a0 falava:- &#8220;Filha, respira fundo. Lentamente. Inspira pelo nariz e solta o ar pela boca. Tudo vai passar&#8221;.\u00a0 Isso me me acalmava absurdamente. Era um rem\u00e9dio, t\u00e3o r\u00e1pido. N\u00e3o sei se respira\u00e7\u00e3o ou o seu doce olhar que me curava. Transmitia\u00a0 seguran\u00e7a e calma. Sentia-me acolhida e protegida. Naquela noite, ao acordar sobressaltada, Imediatamente, comecei a fazer os\u00a0 exerc\u00edcios de\u00a0 Inspirar e expirar, lentamente&#8230; Fui me acalmando. Grande al\u00edvio, sair daquela estado de morte! Come\u00e7aram a emergir em minha mente\u00a0 imagens e sensa\u00e7\u00f5es do pesadelo devastador que eu tinha tido durante o sono e n\u00e3o estava lembrando. Concomitantemente, vieram as dores do\u00a0 relacionamento doentio que estava vivendo com Eduardo. Parecia um raio X do que estava\u00a0 acontecendo em meu cora\u00e7\u00e3o. Todo o contexto do pesadelo refletia a realidade emocional corrosiva a que eu estava me submetendo. Tantas humilha\u00e7\u00f5es e desrespeito \u00e0 minha pessoa! O pior \u00e9 que eu estava conivente com tudo aquilo. O meu amor pr\u00f3prio, zerado! Eu tentando convencer Eduardo a n\u00e3o se separar de mim. Olha s\u00f3 que absurdo! A que ponto cheguei por aquele homem. Achava que ele era o grande amor de minha vida. Nunca me questionei se eu era o grande amor da vida dele. Ali\u00e1s, hoje eu percebo que ele nunca sentiu amor por nenhuma mulher. N\u00e3o tinha em seu curr\u00edculo emocional nada que expressasse isso. Apenas, sonhei ser o seu primeiro amor. Que engano louco! Acho que o fato dele ter sido violentamente rejeitado pela sua m\u00e3e\u00a0 marcou profundamente o seu relacionamento com outras mulheres. Rejei\u00e7\u00e3o de m\u00e3e \u00e9 um caso s\u00e9rio! Li que isso pode justificar atitudes de desprezo e raiva em rela\u00e7\u00e3o as outras mulheres. Dificuldade em se entregar ao amor. Fica menos amea\u00e7ador os envolvimentos mais rasos. A intimidade emocional com uma mulher pode ficar comprometida. Medos inconscientes acumulados de sofrer, misturado a\u00a0 sentimentos de m\u00e1goa e rancor. &#8220;Dificuldade de entrega&#8221; ! Pesquisei na internet sobre esse assunto. L\u00e1 dizia que esse padr\u00e3o de comportamento funciona como mecanismo de defesa para se proteger da dor. Resultado da rejei\u00e7\u00e3o sofrida. Compreender isso me deu um grande al\u00edvio. Consegui ampliar a consci\u00eancia e diminuir a minha dor. Integrar o que eu sentia\u00a0 com o que vivia naquela rela\u00e7\u00e3o doente foi salutar. Enxerguei mais claro todo o meu casamento. Pude me perdoar por tantos danos que eu me permiti vivendo com aquele homem. Quantos ataques injustos eu suportei, entrela\u00e7ados ao um comportamento de\u00a0 desespero de minha parte, tentando melhorar o clima entre a gente. Como eu estava insana! Queria cuidar dele como quem cuida de uma crian\u00e7a. Lembro que isso aumentava a sua f\u00faria. N\u00e3o conseguia receber carinho afetuoso. Para ele s\u00f3 o sexo \u00e9 que funcionava como contato. Instantes depois ele retornava ao seu padr\u00e3o \u00e1cido e cr\u00edtico. Um verdadeiro iceberg. Eu sem entender toda essa desestrutura emocional, fiquei nos \u00faltimos seis meses de nosso relacionamento, tentando salvar esse casamento falido, por absoluta falta de condi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica de Eduardo. Sua estrutura de car\u00e1ter n\u00e3o conseguia lidar com o meu amor. Muitos sentimentos mal resolvidos. M\u00e1goas profundas n\u00e3o tratadas. Hoje, sinto que me perdoando, consigo perdo\u00e1-lo tamb\u00e9m. Ele foi v\u00edtima de uma m\u00e3e desprovida de sentimentos maternos. N\u00e3o teve escolha. Eu tenho! Estava cega!\u00a0 Hoje, j\u00e1 tenho condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas para mudar meus rumos. Edu n\u00e3o!\u00a0 Ele s\u00f3 tem uma sa\u00edda. Se submeter a um tratamento psicol\u00f3gico eficiente. Talvez assim, consiga entrar em contato com sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos genu\u00ednos que o transforme em um ser humano mais saud\u00e1vel. Da\u00ed, quem sabe, ele consiga sentir amor por uma mulher. Conhecer esse tipo de felicidade! Estou reconstruindo a minha autoimagem e minha sanidade emocional. Aquele meu pesadelo foi terap\u00eautico. Depois da assustadora taquicardia que me acometeu, pude me reposicionar diante da vida. Acho\u00a0 que foi Deus quem me fez passar por aquele momento transformador! Foi a forma &#8220;DELE&#8221; me ajudar. Eu estava\u00a0 presa numa jaula sem chaves. Sem ter essa consci\u00eancia, fragilizada, me debatia naquela jaula e me resignava.\u00a0 Hoje sei que o amor deve ter luz!\u00a0 Alimentar a alma. Nutrir e agregar. Minha s\u00e1bia amiga Lenita j\u00e1 tinha me alertado que eu estava numa rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica e doentia. Cheguei at\u00e9 a brigar feio com ela. Mas, amiga, de verdade, n\u00e3o liga pra isso. No dia seguinte a nossa briga, ela fez o meu bolo de chocolate preferido. Foi pessoalmente entregar l\u00e1 em casa. Chorei de alegria. Um bolo de chocolate pode fazer milagres! Depois disso ela foi viajar para o exterior. Um sonho que alimentava h\u00e1 anos. Semana passada, me ligou. Quando falei dos meus novos rumos de vida deu um grito de alegria, despertando em mim incr\u00edveis sensa\u00e7\u00f5es de vida. J\u00e1 estou com as passagens compradas. Irei ficar uns tempos com ela no Canad\u00e1. Se as coisas derem certo, talvez eu fique por l\u00e1. N\u00e3o estou fugindo, n\u00e3o! Sou uma nova mulher. Cora\u00e7\u00e3o cheio de sonhos. Andei castigando demais a minha &#8220;menina interna&#8221;. Estou respondendo ao seu pedido t\u00e3o antigo:- CUIDA DE MIM!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou perdendo voc\u00ea! H\u00e1 uns dois meses, acordei com essa frase martelando em minha cabe\u00e7a. Assustada, dei um pulo da cama. Esfreguei os olhos meio emba\u00e7ados pelo sono intenso que ainda faltava ser dormido. Confusa. Tentei organizar os pensamentos. Estava um bocado dif\u00edcil. Falta de conex\u00e3o entre os pensamentos e\u00a0 sentimentos. 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