{"id":1516,"date":"2020-05-11T01:07:21","date_gmt":"2020-05-11T04:07:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1516"},"modified":"2020-05-11T21:57:24","modified_gmt":"2020-05-12T00:57:24","slug":"salve-me-mensagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/05\/11\/salve-me-mensagem\/","title":{"rendered":"SALVE-ME! ( MENSAGEM DO INCONSCIENTE)."},"content":{"rendered":"<p>Nosso caso come\u00e7ou num encontro casual na biblioteca do centro universit\u00e1rio em que estud\u00e1vamos. Foi um encontro de quatro pupilas. Cintilaram! inesquec\u00edvel. Naquele dia eu estava muito preocupada em ler os textos de neurologia. Teria prova logo \u00e0 noite. Tinha dificuldades com essa mat\u00e9ria e estava precisando de nota alta para conseguir ser aprovada. Sempre fui ansiosa. Nessas circunst\u00e2ncias, eu simplesmente perdia todo e qualquer charme. Lembro que tinha cortado os meus longos cabelos; bem curtinhos. Ficaria mais pr\u00e1tico, al\u00e9m de renovar a minha imagem. Fazia parte tamb\u00e9m de uma estrat\u00e9gia emocional. Queria me sentir diferente diante do espelho, j\u00e1 que eu n\u00e3o estava conseguindo mudar o meu interior. \u00c9 hil\u00e1rio! Como se isso fosse me adiantar! Ainda bem que o corte combinou com o meu rosto. Precisava esquecer o meu ex-amor a qualquer custo. Aquela pessoa que me sugava viva. &#8220;Relacionamentos vampirescos devem ser deletados dos cora\u00e7\u00f5es&#8221;. Estava fazendo medicina. Quando entrei na biblioteca, naquele dia, nem olhei para os lados. Fui direto pegar os livros e artigos que\u00a0 precisava estudar. Sentei-me numa mesa bem de canto. Estava vazia. Preferia ficar isolada. Entretida, lendo um artigo sobre os sistemas simp\u00e1tico e parassimp\u00e1tico, tentando entender como ambos funcionam no organismo humano, escuto algu\u00e9m pedindo licen\u00e7a e sentando-se na cadeira bem em frente a minha. O som daquela voz\u00a0 interrompeu o meu racioc\u00ednio abruptamente. N\u00e3o me deu tempo nem de esbo\u00e7ar uma palavra. Aquele par de olhos sorridentes, expressando uma simpatia fascinante bloqueou o meu racioc\u00ednio l\u00f3gico. N\u00e3o sei bem o que aconteceu em meu cora\u00e7\u00e3o. Disparou! Parecia querer saltar pela boca. Senti um frio na barriga! Disfarcei. Meio sem jeito, sorri para ele. O ex-amor foi enterrado bem naquele encontro de olhares! Logo de cara ele se interessou pelo assunto do meu estudo. Disse que fazia medicina e adorava os temas que eu estava estudando. Estava em fim de curso. Iria come\u00e7ar resid\u00eancia no pr\u00f3ximo ano. Tentou explicar as minhas d\u00favidas me obrigando a estimular o meu racional que tinha se desconectado com a sua presen\u00e7a. Senti uma sensa\u00e7\u00e3o de felicidade incr\u00edvel. Meus horm\u00f4nios novamente, muito presentes, mostrando o quanto era maravilhoso estar viva. Nossas vidas mudaram daquele dia em diante. Muitos anos juntos. Viv\u00edamos grudados em todos os momentos poss\u00edveis. Passeios.\u00a0 Viagens com a festa de uma&#8221; lua de mel&#8221;. Duas almas enamoradas cuidando dos cora\u00e7\u00f5es das pessoas.\u00a0 Trabalhando muito. Os dois optamos ser cardiologistas. Um motivo a mais para sermos unidos profissionalmente. O tempo passou.\u00a0 Congressos constantes. Ganhamos prest\u00edgio e dinheiro suficiente para manter cursos e especializa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m uma boa vida.\u00a0 Tudo era t\u00e3o perfeito que parecia um sonho. Discut\u00edamos casos de pacientes e muitas vezes trabalh\u00e1vamos juntos. Tes\u00e3o e amor nunca faltaram durante doze anos de uni\u00e3o. Nesse tempo todo n\u00e3o pensamos em ter filhos. Est\u00e1vamos parindo o nosso desenvolvimento profissional. Tudo muito preenchido. T\u00e3o perfeito. Parecia que n\u00e3o faltava nada. Foi no casamento\u00a0 de minha amiga Gabriela, em que fomos padrinhos, que surgiu o desejo de ter um filho. Ela estava gr\u00e1vida de seis meses. Uma barriguinha pronunciada e um brilho no olhar incr\u00edvel. Esperava um garoto. Exalava uma felicidade que eu n\u00e3o conhecia. O noivo babando de alegria. Fiquei muito feliz por ela e estranhamente mexida. A festa foi at\u00e9 altas horas. Quando fomos embora, resolvemos dar uma andada na praia que era bem pertinho dali. Tiramos os sapatos. A gente queria sentir o contato da areia \u00famida embaixo dos p\u00e9s. Enquanto caminh\u00e1vamos, como duas crian\u00e7as felizes, surgiu o assunto de termos um beb\u00ea. Alimentamos a conversa. O desejo foi crescendo tanto, que mal chegamos em casa, fomos direto fazer amor. Foi t\u00e3o intenso! Diferente das outras vezes. J\u00e1 havia uma crian\u00e7a em nossas fantasias. Uma expectativa nova para o futuro. &#8220;TER UM FILHO&#8221;! Sei que isso mudaria toda a nossa vida para sempre. Com perdas e ganhos. Mas s\u00f3 de imaginar a carinha, qualquer preocupa\u00e7\u00e3o desaparecia. Daquele momento em diante come\u00e7ou a minha via sacra. Quase dois anos de tentativas e frustra\u00e7\u00f5es. Foi ent\u00e3o que resolvemos fazer insemina\u00e7\u00e3o artificial. At\u00e9 que enfim deu certo. Resultado: g\u00eameos! Muita alegria e sonhos. O in\u00edcio da gravidez foi complicado. Enjoo e ansiedade. Barriga aumentando rapidamente. Cansa\u00e7o pr\u00f3prio do estado. Fantasias animadas intercalavam com um medo absurdo que a gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o desse certo. Quando soube que estava com um leve descolamento de placenta, senti um verdadeiro p\u00e2nico de perder os meus bebes. Repouso necess\u00e1rio. Barriga pesada. Dormir foi ficando cada vez mais dif\u00edcil. Procurei\u00a0 fazer medita\u00e7\u00e3o como forma de al\u00edvio. Assim fui administrando toda a situa\u00e7\u00e3o. No oitavo m\u00eas de gravidez, numa noite quente de ver\u00e3o, estourou a bolsa. Que susto! Ainda n\u00e3o estava na hora. Corremos para a maternidade. Entre risos e prantos chegaram &#8211; Rodrigo e Ana. Meu garoto nasceu forte e saud\u00e1vel, com uma fome de le\u00e3o. J\u00e1 a minha princesa, mal chorou. Fragilizada e com riscos s\u00e9rios. O meu mundo desabou.\u00a0 N\u00e3o podia ter minha filha em meus bra\u00e7os. Ang\u00fastia aflitiva. A ansiedade voltou com tudo. Desenvolvi um n\u00facleo compulsivo: medo de Ana morrer. Esse pensamento se transformou num padr\u00e3o mental atormentador. Sentia-me impotente. Precisava cuidar do Rodrigo. Precisava de Ana! No meio desse caos emocional, tive um pesadelo, em que minha filha me pedia para salv\u00e1-la. Fiquei mais transtornada ainda. Nesse tormento, entre impot\u00eancia e culpa, desesperada, resolvi que ficaria com a minha menina em tempo integral. Deixei Rodrigo bem cuidado, pelo pai e av\u00f3. Essa decis\u00e3o foi transformadora. O pensamento obsessivo abriu espa\u00e7o para um sentimento de doa\u00e7\u00e3o total. Ficamos juntas diuturnamente por\u00a0 quinze dias. L\u00e1, eu cantarolava sons de amor. Balbuciava\u00a0 palavras das entranhas. Constante contato f\u00edsico e emocional. Adormecia conversando com ela. Numa certa manh\u00e3, enquanto eu acarinhava a sua pequena m\u00e3o de porcelana, recebi um suave aperto em minha m\u00e3o. Entendi isso como a express\u00e3o da sintonia entre n\u00f3s. Chorei de felicidade. Naquele instante eu soube que ir\u00edamos brincar muito pela vida! Entendi, tamb\u00e9m, que a mensagem do pesadelo foi reveladora para o meu cora\u00e7\u00e3o. A partir dali foi descongelando o padr\u00e3o mental doentio em que eu estava ancorada, com medo de perder minha filha. Esse pesadelo fez com que eu tentasse encontrar dentro de mim atitudes novas que transformaram aquele padr\u00e3o mental, de tanta ang\u00fastia e culpa, que estava congelado em minha mente. Fez-me sair do desespero em que me encontrava. Nossa casa hoje \u00e9 festa e bagun\u00e7a. Cansa\u00e7o e excesso de afetos \u00e9 o que h\u00e1 mais por l\u00e1. Dentre todas as situa\u00e7\u00f5es que vivenciei como cardiologista, Ana me ensinou o inusitado. O MELHOR DOS REM\u00c9DIOS \u00c9 O CONTATO DE AMOR!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nosso caso come\u00e7ou num encontro casual na biblioteca do centro universit\u00e1rio em que estud\u00e1vamos. Foi um encontro de quatro pupilas. Cintilaram! inesquec\u00edvel. Naquele dia eu estava muito preocupada em ler os textos de neurologia. Teria prova logo \u00e0 noite. Tinha dificuldades com essa mat\u00e9ria e estava precisando de nota alta para conseguir ser aprovada. Sempre &hellip; <a href=\"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/05\/11\/salve-me-mensagem\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;SALVE-ME! 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