{"id":1602,"date":"2020-07-18T01:25:02","date_gmt":"2020-07-18T04:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1602"},"modified":"2020-07-23T18:49:37","modified_gmt":"2020-07-23T21:49:37","slug":"__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/07\/18\/__trashed\/","title":{"rendered":"DIV\u00d3RCIO! (AMIGO IMAGIN\u00c1RIO)."},"content":{"rendered":"<p>Ana Marta, sete anos de idade, acordava sobressaltada todas as noites. De repente, no meio da madrugada, com muito medo, sentava na cama com os olhos meio vidrados chamando pela m\u00e3e. Essa situa\u00e7\u00e3o estava recorrente. Tudo come\u00e7ou a partir do momento em que seus pais se separaram, h\u00e1 seis meses. Separa\u00e7\u00e3o litigiosa. Muitas brigas e exposi\u00e7\u00f5es emocionais violentas em\u00a0 que seus genitores n\u00e3o tomaram o devido cuidado de poupar essa crian\u00e7a. Ana Marta adorava o pai. Era o seu \u00eddolo. Falava que &#8220;quando crescesse queria namorar com ele&#8221;! Na verdade Cl\u00e1udio foi um \u00f3timo pai enquanto esteve presente na vida da crian\u00e7a. Depois que se apaixonou pela gar\u00e7onete da faculdade onde dava aulas tudo mudou. Esse homem enlouqueceu. S\u00f3 cometeu desatinos. Abandonou a fam\u00edlia sem olhar para tr\u00e1s. Era uma sexta feira quente de ver\u00e3o. Aquele deveria ser um dia especial para a sens\u00edvel Ana Marta. Anivers\u00e1rio de sua melhor amiguinha da escola. Estava ansiosa esperando pelo pai naquele fim de tarde. Ele havia prometido lev\u00e1-la \u00e0 festa. Ficou ansiosa o dia todo. Numa expectativa danada. \u00c0 tarde, depois do lanche, j\u00e1 quis vestir a roupa da festa. Vestido vermelho com bolas brancas, cheio de la\u00e7os. Lindo, lindo! A bab\u00e1 arrumou seus cabelos louros dourados, num rabo de cavalo que real\u00e7ava seu rostinho delicado. Cal\u00e7ou os sapatinhos brancos\u00a0 que sua m\u00e3e havia comprado para esse dia especial. Ana Marta parecia uma princesa. Sentadinha na sala, brincando com Lia, sua boneca preferida. Ficou\u00a0 distra\u00edda por um longo tempo esperando o pai chegar. Na casa s\u00f3 se encontrava ela e a bab\u00e1. A m\u00e3e estava viajando a trabalho. Chegaria no dia seguinte pela manh\u00e3. Foi a um congresso da \u00e1rea em que trabalhava. As horas foram passando. Ana Marta come\u00e7ou a reclamar com a bab\u00e1 da demora do pai. Tinha medo de perder a festa. A bab\u00e1 a acalmava e dizia que logo ele chegaria, e, calmamente, continuava entretida no romance que estava lendo, desconectada do estado emocional em que a menina se encontrava. Assim o tempo foi passando e nada do pai da pequena chegar. Ana Marta agarrada \u00e0 sua boneca, come\u00e7ou a chorar quando olhou os ponteiros do rel\u00f3gio. Lembrou que a velinha iria ser assoprada as nove e meia da noite. &#8220;Festa de crian\u00e7a tem hor\u00e1rio&#8221;! O desespero da menina fez com que a bab\u00e1 tentasse falar com o seu pai, Cl\u00e1udio. Deu caixa postal. Tentou contato com a m\u00e3e, Maria; tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu. Estranhou! Ana Marta, extremamente frustrada quis ir para o seu quarto. Ainda vestida de festa. Adormeceu abra\u00e7ada \u00e0 Lia&#8230; Naquela noite a bab\u00e1 dormiu no emprego. Logo cedinho, Maria, a m\u00e3e da menina chegou. Quando soube do ocorrido, furiosa, tentou falar com o marido. Caixa postal! N\u00e3o podia acreditar. Onde aquele idiota teria se metido? Que ele andava estranho h\u00e1 algum tempo, ela j\u00e1 sentia. Frio. Evitando intimidade. Mas isso n\u00e3o era novidade no casamento deles. Muitas brigas e reconcilia\u00e7\u00f5es j\u00e1 era um padr\u00e3o conhecido. Maria atribu\u00eda muitas dessas brigas ao stresses dos \u00faltimos tempos. Ela n\u00e3o se preocupava tanto assim! Na verdade n\u00e3o o admirava muito como homem! Mas ainda algo a prendia naquele casamento, talvez a filha, concebida com tanto amor.\u00a0 Quando sentia \u00edmpetos de se separar imediatamente emergia a vontade de tentar novamente. Pensava que talvez tudo pudesse melhorar. Stress e conflitos de temperamentos existem em qualquer relacionamento. Agora, a atitude dele com Ana Marta foi imperdo\u00e1vel, a n\u00e3o ser que tivesse um motivo muito grave! Apenas! Fora isso, n\u00e3o tinha o direito de ter feito o que fez! Maria era uma mulher bem racional. Procurava organizar os pensamentos antes de tomar uma atitude s\u00e9ria. Mas, mesmo com toda a sua\u00a0 racionalidade, n\u00e3o suportou saber da dor sentida pela filha. Chorou de tristeza tamb\u00e9m! Imediatamente se desfocou da dor e transferiu o seu pensamento para o seu marido Cl\u00e1udio. Onde andaria aquele sem vergonha? Nem dormiu em casa! Como teve coragem de sumir sem dar not\u00edcias? Insens\u00edvel! Resolveu tomar um banho pra aliviar a cabe\u00e7a e esperar pelo canalha. &#8220;Ser\u00e1 que tinha acontecido algo&#8221;? N\u00e3o. M\u00e1s not\u00edcias chegam r\u00e1pido! N\u00e3o precisou nem come\u00e7ar a pensar nisso! Assim que entrou em seu quarto, bem em cima da escrivaninha, ao lado da cama, havia uma carta fechada. Antes n\u00e3o tivesse lido. Impressionante! Como fora capaz? Desde ent\u00e3o, Ana Marta se transformou numa menina triste e solit\u00e1ria. O brilho de seu olhar ofuscou. Express\u00e3o\u00a0 triste. Na escola se afastou das amigas. Ficou ap\u00e1tica e problem\u00e1tica. Nem a Lia, sua boneca preferida, ela queria por perto. Desenvolveu em seu mundo imagin\u00e1rio amigos leais, como compensa\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o com ela sempre que precisa. Eles n\u00e3o a abandonam nunca. Tem at\u00e9 cachorrinhos coloridos. Com nomes escolhidos por ela.\u00a0 Sua \u00fanica divers\u00e3o desde ent\u00e3o, \u00e9 ficar trancada em seu quarto\u00a0 brincado com esses amiguinhos. Ultimamente seu quadro de ansiedade havia piorado muito. Muitas noites acordava chamando pelo pai. Diante do agravamento de seu quadro emocional, mesmo tendo pouco tempo dispon\u00edvel para a filha, Maria, resolveu tomar uma atitude j\u00e1 que o pai foi morar em outra cidade. Ana Marta ficou muito arredia com ele. Passou a v\u00ea-lo pouco. Parece que ele nem sente falta da filha! Tamb\u00e9m, apaixonado como ele est\u00e1 pela nova mulher! &#8220;\u00c9 UM MOLEQUE MESMO&#8221;! Maria, usando sua racionalidade, entendeu que Ana Marta precisa de tratamento psicol\u00f3gico infantil. Ela sabe muito bem o que \u00e9 depress\u00e3o. Quase foi fisgada. N\u00e3o \u00e9 justo que minha inocente menina seja v\u00edtima dessa fera. N\u00e3o! &#8221; ELA N\u00c3O ROUBAR\u00c1 O\u00a0 BRILHO DE SEU OLHAR!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Marta, sete anos de idade, acordava sobressaltada todas as noites. De repente, no meio da madrugada, com muito medo, sentava na cama com os olhos meio vidrados chamando pela m\u00e3e. Essa situa\u00e7\u00e3o estava recorrente. Tudo come\u00e7ou a partir do momento em que seus pais se separaram, h\u00e1 seis meses. Separa\u00e7\u00e3o litigiosa. Muitas brigas e &hellip; <a href=\"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/07\/18\/__trashed\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;DIV\u00d3RCIO! 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