{"id":1736,"date":"2020-09-28T20:44:41","date_gmt":"2020-09-28T23:44:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1736"},"modified":"2021-01-28T18:00:09","modified_gmt":"2021-01-28T21:00:09","slug":"amante-encruzilhada-emocional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/09\/28\/amante-encruzilhada-emocional\/","title":{"rendered":"AMANTE? (ENCRUZILHADA EMOCIONAL)."},"content":{"rendered":"<p>Vou ou n\u00e3o vou! O &#8220;sim&#8221; \u00e9 forte demais. O &#8220;n\u00e3o&#8221; me aniquila. Logo eu que sempre fui mais cerebral que emocional; n\u00e3o estou conseguindo agir com a raz\u00e3o. Pare\u00e7o um fantoche. S\u00f3 tenho uma certeza: quero ao menos te ver de novo! Talvez sentar para conversar sobre coisas que n\u00e3o conseguimos discutir. Conversa s\u00e9ria! Matar essa saudade insana. Que corr\u00f3i! A saudade est\u00e1 me enlouquecendo. Martelam em minha mente bobagens que nos faziam rir sem censura. Como a busca de energia nos troncos das \u00e1rvores. Nossa! Como era bom! A gente fazia exerc\u00edcio de sensibilidade tentando traduzir sensa\u00e7\u00f5es. Surgiam as mais variadas. E quando a gente ia andar de olhos fechados na areia da praia? Os bra\u00e7os eram a nossa antena. Esticados para a frente. Vez ou outra eu ou voc\u00ea trope\u00e7\u00e1vamos na areia. Quando isso acontecia, uma puni\u00e7\u00e3o: virar est\u00e1tua, por alguns minutos. Eu me sentia t\u00e3o viva! A crian\u00e7a que habita em mim nunca foi t\u00e3o feliz. Era\u00a0 tamb\u00e9m hil\u00e1rio ver um homem barbado como voc\u00ea brincando de pega-pega na praia. Como um moleque. Livre. Sorriso aberto. Gargalhadas de perder o folego. A gente n\u00e3o dava a m\u00ednima para o que os outros pensavam. E aquela vez da \u00e1gua de coco? Tomar toda \u00e1gua, sem respirar. Num f\u00f4lego s\u00f3? Fingi que engasguei. Voc\u00ea ficou apavorado, tentando me tirar do sufoco. No final eu ri tanto. Voc\u00ea ficou bravo.\u00a0 Nem desconfiou que era brincadeira minha. Foram tantos os momentos. T\u00e3o simples. T\u00e3o intensos! Tudo parou naquela viagem fat\u00eddica. Nem posso relembrar. D\u00e1 uma dor. Foi l\u00e1 que os castelos se desmoronaram. Foi l\u00e1 que enterrei minha paix\u00e3o. Bem que eu n\u00e3o queria ir. Voc\u00ea insistiu. Disse estar livre naquele fim de semana. Come\u00e7ou a botar \u00e1gua em minha boca. Descrevia o hotel a beira mar como um para\u00edso. Um lugar lindo. Disse ter ido h\u00e1 muito tempo com amigos. Falava das lagoas naturais que se formavam nas areias. Da lancha alugada que conduzia \u00e0s praias encantadas, desertas. Dizia que as areias cantavam por l\u00e1. Os coqueirais com suas sombras frondosas. Nem precisava de guarda sol. E os cardumes? Voc\u00ea dizia que eram coloridos. Foi muito convincente. Desmarquei um workshop importante, daquele fim de semana. S\u00f3 para estar com voc\u00ea. N\u00e3o queria parecer f\u00e1cil e aceitar logo de cara o seu convite. N\u00f3s est\u00e1vamos juntos h\u00e1 apenas quatro meses. Na verdade estava louca para viajar com voc\u00ea. Mas estava postergando o momento. Desde aquele encontro no supermercado, onde te conheci. Fiquei fascinada. Lembro que\u00a0 estava escolhendo uvas sem sementes. Minhas preferidas. Voc\u00ea na mesma banca, comprando frutas tropicais. Pensei: &#8211; Deve morar sozinho. N\u00e3o tinha alian\u00e7a! O seu olhar maroto, meio c\u00ednico. Me conquistou.\u00a0 Perguntou sobre as minhas uvas. De l\u00e1 para c\u00e1 a gente come\u00e7ou a se encontrar semanalmente. Quintas e s\u00e1bados. Domingos? Nunca. Dizia que era o dia de almo\u00e7ar com sua m\u00e3e. &#8220;Mentiroso&#8221;! Hoje eu sei. Voc\u00ea n\u00e3o esperava por aquela surpresa em nossa viagem. Sua mulher descobriu tudo e reservou um fim de semana, l\u00e1 tamb\u00e9m. Confesso que ela teve muito sangue frio. Corajosa. Esperou at\u00e9 o nosso &#8220;jantar rom\u00e2ntico&#8221;. Queria nos surpreender dentro do restaurante do hotel. Que baixaria! Morri de vergonha e de raiva. Meu mundo se desmoronou. N\u00e3o imaginava que era casado. Filhos pequenos. Como pode me enganar assim? Patife! N\u00e3o consegui entender como arranjava tanto tempo livre pra ficar comigo. Nunca iria imaginar. Que hist\u00f3rias inventava \u00e0 sua mulher? Depois disso entendi bem os domingos com sua m\u00e3e. Fraco! Nunca gostei de homens fracos. Muito menos hip\u00f3crita. Fui me apaixonar por um! O mel virou fel! Queimou a alma. Feridas sangrando. Humilhada. N\u00e3o te quis mais! N\u00e3o por falta de tes\u00e3o. Nem por falta de sua insist\u00eancia. Depois daquele barraco armado por sua mulher, arrumei as malas, aluguei um carro e vim embora. Acabada! Ambivalente. Pena de sua mulher. Pena de mim! S\u00f3 que n\u00e3o consegui esquece-lo. Processar tantos sentimentos. Simplesmente n\u00e3o consegui. Acordei nesta manh\u00e3 com imagens mentais fortes. Sonhei com voc\u00ea! Meu cora\u00e7\u00e3o estava aos pulos. Voc\u00ea se debatia dentro dele. Cantava e dan\u00e7ava como um louco. Segurou minhas m\u00e3os e me rodopiou sem parar. At\u00e9 o cansa\u00e7o extremo. Eu, como uma presa sua. Desprovida de energia. Entregue! Ent\u00e3o, seus l\u00e1bios carnudos e sensuais se aproximaram dos meus. Num tom cafajeste. Atrevido. Sussurrou: -Esposa eu tenho. Amante n\u00e3o! Acordei. Esse sonho intensificou desejos guardados. Peguei o celular. Mensagem sua! Duas semanas sem voc\u00ea! Pernas bambas. Abri a mensagem. N\u00e3o acreditei. Cora\u00e7\u00e3o disparou. M\u00e3os tr\u00eamulas. AMBIVAL\u00caNCIA TOTAL!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou ou n\u00e3o vou! O &#8220;sim&#8221; \u00e9 forte demais. O &#8220;n\u00e3o&#8221; me aniquila. Logo eu que sempre fui mais cerebral que emocional; n\u00e3o estou conseguindo agir com a raz\u00e3o. Pare\u00e7o um fantoche. S\u00f3 tenho uma certeza: quero ao menos te ver de novo! Talvez sentar para conversar sobre coisas que n\u00e3o conseguimos discutir. Conversa s\u00e9ria! &hellip; <a href=\"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2020\/09\/28\/amante-encruzilhada-emocional\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;AMANTE? (ENCRUZILHADA EMOCIONAL).&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1736"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1928,"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1736\/revisions\/1928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}