{"id":1860,"date":"2021-01-03T21:00:33","date_gmt":"2021-01-04T00:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=1860"},"modified":"2021-01-04T16:38:56","modified_gmt":"2021-01-04T19:38:56","slug":"nao-serei-sua-vitima-neurose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2021\/01\/03\/nao-serei-sua-vitima-neurose\/","title":{"rendered":"N\u00c3O SEREI SUA V\u00cdTIMA! (NEUROSE)."},"content":{"rendered":"<p>Dalton acordou no \u00faltimo dia do ano disposto a infernizar a vida de Adriana, mais uma vez. Insuport\u00e1vel. Sem respeito. Ingrato. Coitada! Desta vez ele se deu mal. Adriana estava decidida. N\u00e3o iria mais se dar a esse papel. Pensou:- Tem que ser &#8220;Santa&#8221;! Manter a paz e ser feliz com esse homem \u00e9 imposs\u00edvel! Revoltou-se naquela manh\u00e3. Estava persuadida de que ele n\u00e3o a merecia. Nem quis mais lembrar que ele era v\u00edtima de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Essa ideia sempre surgia para amenizar os efeitos colaterais das atitudes insanas dele. Sempre o desculpava. Tentava pensar sobre os poucos pontos positivos do car\u00e1ter dele. Mas, j\u00e1 estava desanimada. Ele reincidia sempre. Seria uma boa pessoa, n\u00e3o fosse o corrosivo conte\u00fado emocional. Muita repress\u00e3o sofrida na inf\u00e2ncia transformou-o num ser individualista e \u00e1cido. Seus valores tinham que ser sempre os melhores! Queria ser a boa refer\u00eancia em tudo. Quando Adriana se apaixonou n\u00e3o tinha a menor ideia do que a esperava na conviv\u00eancia com ele. Menina sens\u00edvel, capaz de conversar com plantas e Anjos. Quis o destino que ela ca\u00edsse nessa armadilha neur\u00f3tica que Dalton representava. Desiquilibrava at\u00e9 um santo! Adriana j\u00e1 tinha puxado o gatilho. Apaixonada ainda! M\u00e1goas acumuladas com paix\u00e3o adoecem a alma. Seu lado racional avaliou todos as ang\u00fastias vindas da rela\u00e7\u00e3o. A realidade ficou mais forte do que as fantasias constru\u00eddas. Assim que foi percebendo o profundo desajuste emocional em que estava metida, ficou mais atenta \u00e0s circunst\u00e2ncias. Foi dando um tempo. Adriana era assim: &#8211; pele clara, textura de marfim, olhos negros e risonhos. Dentes incrivelmente brancos e fortes. Emanava uma energia contagiante. Alegria de viver! Foi criada sem grandes\u00a0 repress\u00f5es. Um dos \u00fanicos problemas s\u00e9rios de sua inf\u00e2ncia foi a dificuldade financeira enfrentada junto \u00e0\u00a0 fam\u00edlia. Conseguiu driblar bem essa quest\u00e3o. Aprendeu a n\u00e3o ser consumista. Gostava da simplicidade da vida. &#8220;Vinha de uma fam\u00edlia simples por\u00e9m com \u00f3timo contato afetivo.&#8221; Sua ambi\u00e7\u00e3o era aprender coisas novas e tudo que se relacionasse ao desenvolvimento humano. Estudou em escola p\u00fablica de boa qualidade. Isso a ajudou a desenvolver seus melhores aspectos intelectuais. Escolheu &#8220;pediatria&#8221;. Conseguiu entrar na universidade. Formou-se com boa qualifica\u00e7\u00e3o. Foi num de seus est\u00e1gios que conheceu o &#8220;doutor Dalton&#8221;, diretor de um renomado hospital de sua cidade. Dirigia todo o setor de obstetr\u00edcia. Ele ficou fascinado por Adriana. Come\u00e7aram a namorar assim que os olhares se cruzaram. Tinham em comum muito amor pelas crian\u00e7as. Por isso a escolha profissional. Adriana, como toda mulher sens\u00edvel, maternal, sonhava ter muitos filhos num futuro pr\u00f3ximo. No in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o com Dalton, tudo foi encantamento. &#8220;A intimidade aumentando, o pacote neur\u00f3tico se abrindo&#8221;. Embora Dalton tentasse, n\u00e3o conseguia conter suas destrutivas rea\u00e7\u00f5es emocionais. De repente, do nada surgiam discuss\u00f5es pesadas. Intensos conflitos emocionais. Atitudes verbalmente agressivas. Quando ingeria \u00e1lcool essas rea\u00e7\u00f5es ficavam num grau insustent\u00e1vel. Era do tipo que n\u00e3o suportava uma opini\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 sua. Esquecia o significado de respeito e de limite. Discordar dele era briga certa. Azedava o dia. Depois se fechava numa atitude fria e distante. Podia durar dias sem conversa ou contato. Como se quisesse se auto afirmar destruindo Adriana. Nunca pedia desculpas. Era Adriana quem buscava a reconcilia\u00e7\u00e3o. Esse comportamento repetitivo foi destruindo os sonhos. No nono m\u00eas de conviv\u00eancia, Adriana acordou. Embora\u00a0 ainda apaixonada, seu lado saud\u00e1vel gritou mais alto. Ficou imaginando como seria o futuro ao lado de um homem com as atitudes dele. Quantos desgastes energ\u00e9ticos. Tinha aprendido com seus pais que ningu\u00e9m \u00e9 feliz quando n\u00e3o h\u00e1 respeito. Quem n\u00e3o se respeita n\u00e3o tem boa auto estima. &#8220;Quem se respeita \u00e9 respeitado&#8221;! Dalton n\u00e3o a respeitava. Sufocava a sua identidade.\u00a0 Criticava acidamente os gostos musicais ou prefer\u00eancias alimentares dela. Se em nove meses j\u00e1 se comportava assim, como seria l\u00e1 na frente? A identidade sens\u00edvel e forte de Adriana lhe respondeu sem titubear:- Sai dessa enquanto \u00e9 tempo! Melhor sofrer agora do que pagar pelo pre\u00e7o de uma m\u00e1 escolha, pelo resto da vida. Estava decidida que n\u00e3o viveria de apar\u00eancias. O mal resolvido Doutor n\u00e3o iria transform\u00e1-la num fantoche, sem identidade. N\u00e3o, isso n\u00e3o! Mesmo assim, naquela manh\u00e3 do \u00faltimo dia do ano, Adriana tinha acordado leve. Com muita energia. Resolveu fazer uma surpresa para Dalton. Cantarolando, foi preparar para eles um desjejum caprichado. Otimista como era, decidiu dar o seu melhor, apesar da certeza de que nunca mais toleraria alguma atitude neur\u00f3tica de Dalton com ela. Iria tentar um come\u00e7o de ano novo saud\u00e1vel. Dalton ainda dormia. Frutas, cereais, queijo e p\u00e3ezinhos torrados. Caf\u00e9 bem curto. Como ele preferia. Ao contr\u00e1rio dela, que adorava cafezinho bem fraco. Preferiu agradar o seu amor! No r\u00e1dio tocava um samba que Adriana amava. Teve o cuidado de fechar a porta para n\u00e3o acordar Dalton. Come\u00e7ou a cantarolar, distraidamente. Animada, aumentou um pouco o som. De repente, Dalton furioso, abriu a porta da cozinha. Descontrolado. Sem a m\u00ednima empatia. Xingando alto, desligou o som. Ele n\u00e3o tolerava samba. &#8220;Que merda de m\u00fasica! Que gosto horr\u00edvel!&#8221;. Grosseiro e insens\u00edvel. &#8220;\u00daltima gota d&#8217;agua no copo&#8221;. Foi como um balde de \u00e1gua fria. O caf\u00e9 esfriou. A festa acabou. ALI COME\u00c7OU UM NOVO CICLO DE ADRIANA!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dalton acordou no \u00faltimo dia do ano disposto a infernizar a vida de Adriana, mais uma vez. Insuport\u00e1vel. Sem respeito. Ingrato. Coitada! Desta vez ele se deu mal. Adriana estava decidida. N\u00e3o iria mais se dar a esse papel. Pensou:- Tem que ser &#8220;Santa&#8221;! Manter a paz e ser feliz com esse homem \u00e9 imposs\u00edvel! &hellip; <a href=\"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2021\/01\/03\/nao-serei-sua-vitima-neurose\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;N\u00c3O SEREI SUA V\u00cdTIMA! 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