{"id":2131,"date":"2021-03-15T21:48:52","date_gmt":"2021-03-16T00:48:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=2131"},"modified":"2021-03-16T17:36:09","modified_gmt":"2021-03-16T20:36:09","slug":"nas-garras-da-saudades-sensacoes-mediatas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2021\/03\/15\/nas-garras-da-saudades-sensacoes-mediatas\/","title":{"rendered":"&#8221; NAS GARRAS DA SAUDADE&#8221;! (SENSA\u00c7\u00d5ES MEDIATAS)."},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14pt;\">V\u00e3o passando os anos. Tanto tempo j\u00e1 se passou. Ainda n\u00e3o o esqueci. Parece que foi ontem que o vi pela \u00faltima vez. Seus olhos emanavam uma energia intrigante. Brilho intenso, devorador. Nunca antes acontecido! Acho que n\u00e3o estava preparada. S\u00f3 o via como um grande ombro amigo. Aquilo me assustou. Seus l\u00e1bios n\u00e3o disseram nada do que eu esperava ouvir. J\u00e1 o olhar maroto delatou seu cora\u00e7\u00e3o! Pra mim, \u00e9ramos como dois amigos, alma g\u00eameas. Confidentes. C\u00famplices em muitas situa\u00e7\u00f5es. Felipe preenchia lacunas de um casamento &#8220;AGRIDOCE&#8221;! Augusto, meu marido nunca teve ci\u00fames de Felipe. Tinha um certo desprezo pelo seu jeito simples e natural de ser. Muitas vezes eu estranhava a paci\u00eancia infinita que Felipe tinha comigo. Ouvia por horas meus queixumes. Sempre me entendendo. Incondicionalmente. Nunca, nunca mesmo, me julgava. Apenas ouvia meus conflitos, enquanto passava as m\u00e3os entre os meus cabelos. Um gesto de carinho que s\u00f3\u00a0 ele sabia ter. As conversas geralmente aconteciam em fins de tarde no caf\u00e9 da esquina da avenida Junqueira. Bem pertinho da igreja matriz do centro da cidade. Viraram h\u00e1bito esses encontros. No m\u00ednimo duas vezes por semana. Ele me fazia t\u00e3o bem! T\u00e3o delicado. Depois de muitas conversas eu voltava pra casa leve. Animada da vida. Felipe despertava o melhor em mim! N\u00e3o sei bem porque nossas conversas aumentavam o tes\u00e3o que eu sentia por Augusto, meu companheiro. Ap\u00f3s meus desabafos acompanhados com caf\u00e9 e p\u00e3o de queijo quentinho, chegando em casa me sentia incrivelmente energizada. Colocava um jazz. Enfrentava o fog\u00e3o. Preparava pratinhos apetitosos para o jantar, tentando investir num clima emocional bom. Normalmente regados a bom vinho. Depois. Ah, depois&#8230; Amor enlouquecido! Nem sent\u00edamos o tempo passar. Muito tes\u00e3o. Sensa\u00e7\u00e3o de vida. Tudo parecia perfeito. Esse era o ponto alto da nossa rela\u00e7\u00e3o. &#8220;S\u00f3 sexo n\u00e3o sustenta uma rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel&#8221;! Essa energia prazerosa durava at\u00e9 a pr\u00f3xima briga. (Briga constante corr\u00f3i\u00a0 rela\u00e7\u00e3o). Augusto me sufocava. Ci\u00fames doentios. &#8220;Sempre tive alma livre&#8221;. N\u00e3o sou mulher para ficar enjaulada. Preciso respirar! As recorrentes brigas e o seu controle, minavam minha energia. O conforto era sempre o meu amigo Felipe. Alto astral. Bom papo. Dispon\u00edvel. Em nossas tardes ele alimentava minha alegria de viver. Parecia um terapeuta. Ele sempre me falava porque eu insistia\u00a0 num casamento desiquilibrado. Muitas vezes questionei o que me prendia ao Augusto al\u00e9m de sexo. N\u00e3o havia paz. Nem confian\u00e7a. De ambos os lados. Recebia respostas absurdas de meu cora\u00e7\u00e3o. Sentia que estava enfeiti\u00e7ada ou muito insana mesmo! Um dia, cansada dessa insalubridade, resolvi ter atitude. Mudar rumos. Matriculei-me em sociologia numa renomada universidade em S\u00e3o Paulo. Voltaria quinzenalmente para casa. Ares novos! \u00daltima chance\u00a0 \u00e0 um casamento falido. Achei que essa tr\u00e9gua traria reflex\u00f5es e mudan\u00e7as. Seria um exerc\u00edcio que poderia fortalecer ou desfazer a minha rela\u00e7\u00e3o de vez. Comuniquei a Augusto minha decis\u00e3o. Entendeu a mensagem! Teve que aceitar. Ele iria nos fins de semana em que eu n\u00e3o viesse. Pra quem morava a cento e oitenta quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia era uma aventura e tanto! Focar mais em mim. Conhecer pessoas. Recome\u00e7ar com qualidade os\u00a0 estudos e a vida. Refor\u00e7ar a minha identidade de mulher. Naquela \u00faltima sexta feira de janeiro, no usual encontro com Felipe, comuniquei a minha decis\u00e3o. Ele ficou estranhamente esquisito. At\u00e9 fiquei constrangida. Um grande amigo n\u00e3o deveria reagir assim! Seu sil\u00eancio me incomodou. N\u00e3o fosse o brilho estranho de seu olhar acho que teria virado as costas e ido embora. Senti algo novo e mobilizador mas preferi fugir. N\u00e3o podia naquele momento.\u00a0 Fugimos daquele brilho traidor. Neguei! Negamos. Nem quis questionar. Estava de malas prontas. A partir dai nossas conversas foram se escasseando. Cessaram! Fui embora. Por l\u00e1 fiquei os \u00faltimos quatro longos anos. Voltei mudada. Determinada. Poderosa. Sabendo que queria ser feliz! Augusto n\u00e3o teve jeito mesmo. Estamos em div\u00f3rcio litigioso. O brilho daquele olhar ainda est\u00e1 aqui. S\u00f3 de passar perto do caf\u00e9 onde a gente se via me d\u00e1 um frio na barriga! Tenho tantas saudades, Felipe. SER\u00c1 QUE AINDA?<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00e3o passando os anos. Tanto tempo j\u00e1 se passou. Ainda n\u00e3o o esqueci. Parece que foi ontem que o vi pela \u00faltima vez. Seus olhos emanavam uma energia intrigante. Brilho intenso, devorador. Nunca antes acontecido! Acho que n\u00e3o estava preparada. S\u00f3 o via como um grande ombro amigo. Aquilo me assustou. 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