{"id":2630,"date":"2022-06-25T21:26:38","date_gmt":"2022-06-26T00:26:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/?p=2630"},"modified":"2022-06-26T22:17:54","modified_gmt":"2022-06-27T01:17:54","slug":"sabrina-gata-injusticada-sobrevivencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2022\/06\/25\/sabrina-gata-injusticada-sobrevivencia\/","title":{"rendered":"A GATA N\u00c3O PODE SER MANSA! ( SOBREVIVENCIA)!"},"content":{"rendered":"<p>Sabrina, mo\u00e7a morena, estatura pequena, energ\u00e9tica, ing\u00eanua e introspectiva. Longos cabelos castanhos escuros. Meiguice cativante. &#8220;Aparente calma&#8221;. Internamente, um vulc\u00e3o. Esse seu jeito de menina boazinha, engana muito. Personalidade forte! Enganou o esperto Ot\u00e1vio. Homem dominador. Adora ser o centro das aten\u00e7\u00f5es. Ot\u00e1vio casou-se com a &#8220;menina boazinha&#8221;, seduzindo-a com o seu charme psicopata. De in\u00edcio, foi f\u00e1cil exercer dom\u00ednio sobre ela. Sabrina tinha uma atitude submissa e apaixonada. Talvez por isso n\u00e3o se deu conta dos riscos emocionais que estava correndo naquela rela\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m se enganou a respeito de Ot\u00e1vio. Ficou cega! Entregou-se ao amor de tal forma que anulou a sua identidade. Fantasiou uma vida cheia de cumplicidade e respeito ao lado de seu escolhido. Sexo ardente dele, ia de encontro ao seu vulc\u00e3o interno. &#8220;Lavas de prazer&#8221;! Enlouquecia naqueles momentos. Com o passar do tempo, essa embriagues emocional foi se atenuando e ela foi se conscientizando sobre o desiquil\u00edbrio de Ot\u00e1vio nos detalhes do dia- dia. Sabrina foi se dando conta que pra conviver com ele, numa boa, ela teria que se auto- sabotar. Ot\u00e1vio, revelou- se num\u00a0 comportamento ego\u00edsta e controlador. A cumplicidade sonhada por Sabrina, esvaiu-se. Falta de respeito descabida \u00e0 sua identidade de mulher, geraram conflitos desgastantes entre eles, alimentando em Sabrina, m\u00e1goas e ressentimentos. Ela foi se contendo, ficando Insegura, fr\u00e1gil e calada, cada vez mais. Em pouco tempo, come\u00e7aram emergir sintomas f\u00edsicos. Diferentes quadros de ansiedade e seus efeitos colaterais. A vida ficou muito ruim! Insuport\u00e1vel! Seu cora\u00e7\u00e3o pedia socorro. Sabrina resolveu vir buscar ajuda terap\u00eautica para se livrar desses &#8220;dem\u00f4nios internos&#8221;. Trouxe um sonho recente que a estava incomodando muito, martelando na cabe\u00e7a. Sens\u00edvel como \u00e9, disse que esse sonho fotografou o seu cora\u00e7\u00e3o. Em sua queixa, trouxe uma ambival\u00eancia marcante! N\u00e3o queria descasar-se. Tampouco\u00a0 continuar casada. Naquele esquema sem respeito. N\u00e3o! Seu lado saud\u00e1vel n\u00e3o queria mais ser tratada como uma boneca de pano. Precisava resgatar a mulher guerreira adormecida dentro de si! Integrar a menina boazinha com essa guerreira. Sabrina, em suas divaga\u00e7\u00f5es, ingenuamente, esperou que Ot\u00e1vio se transformasse no homem que idealizou. Pensou que o fato\u00a0 de suas peles quentes, conversarem e rirem juntas, na hora da entrega, seria o term\u00f4metro para um casamento feliz. Na verdade, essa\u00a0 festa dos sentidos enlouquecidos quando transavam, de certa forma, era a vil\u00e3 na vida de Sabrina. Naqueles momentos apostava que ele era o homem de sua vida, no entanto,\u00a0 na conviv\u00eancia di\u00e1ria, m\u00e1goas iam se acumulando, ferindo sua dignidade e sua auto- imagem.\u00a0 J\u00e1 nem sabia mais, se era amor o que sentia por Ot\u00e1vio<\/p>\n<p>SONHO: &#8211; Sabrina estava acompanhada do primeiro c\u00e3ozinho que teve na vida, &#8220;Veludo&#8221;.\u00a0 Ganhou de seus seus pais, ainda menina, em seu anivers\u00e1rio de sete anos. (Nesse momento, emocionada, Sabrina interrompeu por segundos o seu relato). Quis falar um pouco da hist\u00f3ria dela com Veludo: &#8211; Esse meu beb\u00ea, viveu longos anos ao meu lado. Pretinho, muito peludo. Mistura de vira lata com lulu. Lindo, lindo! Com quinze anos de idade, meio cego,\u00a0 escapou pelo port\u00e3o entreaberto da casa onde a gente morava. Foi atropelado por um caminh\u00e3o. Horr\u00edvel aquele dia. Chorei igual crian\u00e7a. Nossa como sofri! Sempre que lembro dele, d\u00f3i. Quinze anos de muito amor! (sic). Suspirou bem fundo! Depois de uns segundos, retomou o seu relato. (Continua\u00e7\u00e3o do sonho) :- Chegando ao pr\u00e9dio onde mora com Ot\u00e1vio, pegou o elevador, indo at\u00e9 o seu apartamento. Estava com Veludo em seu colo. Parou no andar. Distra\u00edda, abriu a porta do apartamento, e, surpresa, ouviu sons de vozes desconhecidas vindas da sala de estar. Assustou-se! Quem poderia ser? Discretamente, sem ser vista, deu uma espiada no ambiente. Visualizou pessoas estranhas, ouvindo descontraidamente m\u00fasicas e bebericando. Na maior tranquilidade. Como se a casa fosse deles. Sangue esquentou na hora! Seriam amigos do Ot\u00e1vio? Como assim! Precisava tomar uma atitude e verificar quem eram esses intrusos. Assaltantes com certeza n\u00e3o eram. Estavam muito a vontade e descontra\u00eddos. Raiva! Muita raiva invadiu e esquentou o seu corpo todo, contrastando com m\u00e3os geladas. Seu impulso era acabar com aquela palha\u00e7ada toda. N\u00e3o se entregou ao impulso! Precisava passar aquilo a limpo de forma equilibrada. Pensou em trancar Veludo no elevador, enquanto fosse abordar os intrusos. Queria surpreende-los! No momento em que foi tentar prender o c\u00e3ozinho, Sabrina teve a sensa\u00e7\u00e3o forte de claustrofobia. Parou imediatamente. Imaginou o sofrimento do c\u00e3ozinho, preso l\u00e1.\u00a0 Segurou Veludo no colo. Foi ent\u00e3o que, corajosamente, pernas tremendo, resolveu ir at\u00e9 a sala. Passou por eles. Nada aconteceu! Atravessou novamente todo o ambiente onde os desconhecidos estavam. Novamente, nenhuma rea\u00e7\u00e3o deles. Sabrina duvidou dela mesma. At\u00e9 se perguntou:-Ser\u00e1 que virei fantasma? Foi ent\u00e3o, que sensa\u00e7\u00f5es assustadoras invadiram o seu corpo e foram se intensificando. Taquicardia! O cora\u00e7\u00e3o batia muito alto e acelerado. Boca seca. L\u00edngua grudando no c\u00e9u da boca. Nesse mal estar, com o sistema simp\u00e1tico agu\u00e7ado, acordou. Abruptamente! Cabe\u00e7a girando, girando! Pegou o copo com \u00e1gua que sempre deixa ao lado da cama (h\u00e1bito antigo). Bebeu uns goles. Inspirou fundo. V\u00e1rias vezes. Segurou um tantinho a inspira\u00e7\u00e3o. Repetiu novamente o exerc\u00edcio e paulatinamente voltou a respirar normalmente. (Esse exerc\u00edcio sempre funcionou quando est\u00e1 ansiosa). Pegou caneta e papel. Precisava anotar aquele sonho mobilizador!<\/p>\n<p>Bem nessa \u00e9poca, Sabrina buscou ajuda psicoterap\u00eautica por sentir-se desestabilizada emocionalmente. Desde da noite em que sonhou, coisas estranhas passeavam por sua mente. &#8220;Talvez Ot\u00e1vio n\u00e3o fosse o homem de sua vida&#8221;! N\u00e3o estava feliz : &#8211; Por mais que eu tente sair dessa baixa auto estima, Ot\u00e1vio faz com que eu me sinta dependente, inferior e fr\u00e1gil. Um lixo&#8221;. (sic). Essa\u00a0 a sua fala ao iniciar a queixa, por\u00e9m, ao mesmo tempo, dizia nutrir um sentimento forte e quente por ele. N\u00e3o conseguia se imaginar longe de dele. Longe ou pr\u00f3ximo desse homem, n\u00e3o estava bem! ( Ambivalente). Vozes internas gritavam sons em seus ouvidos que machucavam sua alma. O lado saud\u00e1vel de Sabrina, se recusava continuar naquela submiss\u00e3o opressora, anulando a sua identidade, cada vez mais.\u00a0 \u00a0 _\u00a0 \u00a0O sonho trazido, trouxe, simbolicamente, fragmentos da rela\u00e7\u00e3o sufocante em que vivia com o narc\u00edsico Ot\u00e1vio. (Muito material inconsciente para ser trabalhado ao longo do processo). Em seu relato, Sabrina descreveu o marido como um homem extremamente individualista e sem respeito por ela. T\u00f3xico! Por outro lado dizia, tamb\u00e9m, que ele sabia usar palavras doces e bem escolhidas, quando a\u00a0 queria reconquistar. Ela entrava sempre na conversa dele. Isso foi cumulativo. Ressentimentos, raivas de si mesma e sentimentos bloqueados intensificados foram o gatilho para ela pensar em mudar de vida e desbravar seu caminho interno e do auto conhecimento. Na nossa conversa, admitiu o erro em perdo\u00e1-lo constantemente depois de tantas\u00a0 ofensas e ataques a sua pessoa. Isto tornou-se recorrente. Reconheceu que a sedu\u00e7\u00e3o de Ot\u00e1vio sequestrava a sua paz, bastava um simples aceno dele, e, l\u00e1 estava ela, se entregando \u00e0s enlouquecidas noites de amor.\u00a0 &#8221; Uma linda boneca de pano, n\u00e3o uma mulher&#8221;! A cena do sonho, da claustrofobia, no momento em que &#8220;Veludo&#8221; quase foi preso no elevador, foi relacionada aos sintomas de ansiedade e sufoco que in\u00fameras vezes, quando estressada, invadem seu organismo. Reconheceu sua grande dificuldade em lidar com as conten\u00e7\u00f5es emocionais de seu peito. Na segunda cena- ( pessoas estranhas invadiram a sala de seu apartamento e ignoraram a sua presen\u00e7a), Sabrina relacionou ao sentimento de intensa raiva em sentir-se invadida em seu pr\u00f3prio espa\u00e7o. Sem identidade! ( Desrespeito\/invas\u00e3o).\u00a0 Reconheceu essa mesma dificuldade no campo social. &#8220;Sonho terap\u00eautico &#8220;!\u00a0 \u00a0 \u00a0-Sabrina no final da primeira sess\u00e3o, desabafou mais intensamente ainda, num pranto longo. N\u00e3o suportava mais o jeito aversivo de Ot\u00e1vio. Queria se fortalecer e resgatar sua auto imagem e identidade. Como numa catarse\u00a0 vociferou tudo que estava guardado no peito. Desconsidera\u00e7\u00e3o e desrespeito que estavam transformando a sua auto imagem cada vez mais, numa sombra, como a cena do sonho trazido. Estava claro que tinha chegado ao seu limite de toler\u00e2ncia em ficar nesse papel. N\u00e3o seria mais a &#8220;boneca de pano&#8221; sem identidade e subjugada. Frase repetida Ot\u00e1vio nas horas de briga:- &#8221; Mulher n\u00e3o tem que dar palpite em nada. Mulher irritante? Cama nela&#8221;! Fisgava sempre o\u00a0 ponto fraco de Sabrina. Vulc\u00e3o interno queimando seu\u00a0 pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. Ambival\u00eancia: AMOR E \u00d3DIO, CONSUMINDO!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabrina, mo\u00e7a morena, estatura pequena, energ\u00e9tica, ing\u00eanua e introspectiva. Longos cabelos castanhos escuros. Meiguice cativante. &#8220;Aparente calma&#8221;. Internamente, um vulc\u00e3o. Esse seu jeito de menina boazinha, engana muito. Personalidade forte! Enganou o esperto Ot\u00e1vio. Homem dominador. Adora ser o centro das aten\u00e7\u00f5es. Ot\u00e1vio casou-se com a &#8220;menina boazinha&#8221;, seduzindo-a com o seu charme psicopata. De &hellip; <a href=\"https:\/\/www.conversasdocoracao.com.br\/blog\/2022\/06\/25\/sabrina-gata-injusticada-sobrevivencia\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;A GATA N\u00c3O PODE SER MANSA! 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