ENSAIO DA LOUCURA! (INSANIDADE).

Penso. Penso. Penso! Pensamentos insistentes. Eles se repetem sem parar. Tormento mental. Socorro! São enlouquecedores. Cabeça dói tanto. Melhor pensar que não tenho cabeça. Quem sabe assim cessem, esses pensamentos. Tudo na mente. Penso! Sem cabeça não se pensa. É isso. Tudo bem! Acabei de cortar a minha cabeça. Pronto. Vazio escuro encima do pescoço. Nova estranha. sensação Espera aí. Coração também pensa? O meu está pensando. Estou ouvindo seus recados. Descobri. Meu coração pensa.  Também fala e pulsa. Pulsa muito! Parece um martelo no  peito. Bate rápido. Dói. Dispara. Igual cavalo selvagem. Sem  controle sobre ele, fico mais ansiosa ainda. Trégua! Alguma coisa mudou. Cabeça voltou ao pescoço. Coração começa  martelar na cabeça. Pensamentos e coração  martelam na cabeça.  Pobre coração!  Martelo e pensamento, dupla sanguinária! Jugular inchando! Acho que vai estourar, junto com o coração.  Sangue vai jorrando nos pensamentos. O cérebro fica vermelho com o sangue. Socorro! Sombras escuras assustam meus pensamentos. Confusão mental. Olhos turvos. Não enxergo nada. Não penso em mais nada. Vermelho escureceu. Pensamentos escureceram. Nuvem pesada paira. Já não sinto nada. Não ouço mais o coração. Não penso mais. Não sou mais, nem cérebro, nem coração. Jugular explodiu. Vida interrompida. LUZ LILÁS. (sic)

  • “Pesadelo de MARIA JOANA ao chegar a terapia com sintomas de depressão e pensamentos suicidas. Logo de início foi trabalhado o grounding, respiração, energia mental.  Muito acolhimento! Trabalho de  integração entre o interno e externo. Buscar novos ares emocionais! “A jugular anda contando suas histórias de vida”.

SAMIRA VOLTOU A AMAR! ( EMOÇÕES CONTURBADAS).

História de Samira:- mulher livre e determinada, às vezes, sonhadora demais. Distante de Estevão por sete longos anos. Durante esse tempo, evitou com todas as forças pensar nele. Saudades de vez em quando desbancavam suas defesas. Saudades pontiagudas, machucando com lágrimas! Samira aprendeu a se proteger desviando o mental para focos externos.  Vestia sua roupa preferida e corria ao  shopping.  Lá, Samira se transformava. Olhava vitrines, fazia compras compulsivamente. Assim, inconscientemente, abastecia seu mental e postergava a depressão latente. Alívio temporário! Dai a pouco lá estava ela em uma angústia desmedida. (Mudanças consistentes acontecem de dentro para fora). Com o passar do tempo, essa recorrência de angústias depressivas foi desestabilizando seu organismo. Num intervalo de lucidez, enfrentou seu coração e resolveu dar um basta. Não queria mais viver daquele jeito. Como criança carente, foi tentando  novas formas de colorir a vida. Desta vez de dentro para fora. Não podia aceitar  que o rompimento com Estevão, tivesse feito tantos estragos em seus sonhos. História platônica. Breve amizade e imensa química. Arrepios na espinha. Relação conturbada e imatura foi a forma como Samira viveu com Estevão. Tudo terminou numa de suas crises agudas de ciúmes e inseguranças. Saiu da relação como quem acaba de sair de um terremoto. Atordoada e ferida.  Carente como ela só! Aos poucos se reestruturou dentro dessa carência. Adormeceu Estevão em seu coração! Partiu em busca de um recomeço. Tinha pavor da solidão. Qualquer pessoa serviria para preencher lacunas internas. Só não queria ficar só. Nesse estado emocional, conheceu João. Caixa de supermercado. Bastou um simples elogio para cativar Samira! A companhia dele, naquele momento, era o suficiente. Nem se questionou sobre diferenças agudas entre eles. Em breve espaço de tempo, casou-se com o bonachão, meio ogro.  Engano imperdoável! Casamento sem sabor. Sem tesão. Não havia amor para entregar. Mesmo assim, por absoluto medo da solidão, continuou a união falida,  No sexto mês de casada, infeliz e sem sonhos, surgiu em seu ambiente de trabalho, o charmoso professor Hélio. Algo novo e colorido ali nasceu. Samira se viu envolta novamente, em fantasias intensas, Entregou-se. Platonicamente! Misteriosamente Hélio, sem saber, deu novo colorido ao casamento cinza que Samira arrastava com João. Hélio passou a alimentar carências loucas no coração imaturo de Sabrina. Em suas noites quentes de intensas fantasias, deitava com o inocente marido,  João, e,  transava loucamente com  o irreverente Hélio. Ali abastecia desejos e carências. Samira até ficou mais terna e tolerante com o marido. As cenas quentes com o amante imaginário construiu um novo mundo no universo de Samira. Hélio representava, apenas, um brinquedo sexual. Fuga do tédio. Lá no fundo, Samira sentia saudade louca por Estevão. Em meio à essa confusão emocional, o destino caprichoso trouxe uma surpresa. Numa quinta feira, tarde ensolarada de  setembro, daquele mesmo ano em que vivia suas fantasias libidinosas com o professor Estevão renasceu! O encantamento refloriu! Flores cantaram junto as alamedas. Saiu naquela tarde com a intenção de caminhar sob o sol da alegre Porto Alegre. Era primavera. Caminhava só, imersa em pensamentos ambivalentes. Celular vibrou! Sinal de mensagem! Samira deu uma espiada rápida. Tremeu! Estremeceu inteira. Palpitação no coração. Se beliscou. Não acreditou. Seria ele mesmo? Seria trote? Estevão na cidade por uns dias. Propunha um café e um abraço. Saudades! Queria vê-la.  Samira transtornada. Taquicardia.  Deixou para responder só no dia seguinte. Foi se entregando lentamente aos sentimentos que foram emergindo. Conflitos! Samira foi revendo  desejos amordaçados. Uns saudáveis. Outros insanos. No entanto, o  desejo de vê-lo foi crescendo. Ocupando espaço enorme em seu coração. Nesse estado de embriagues emocional, foi deletando pensamentos que ousavam subornar suas vontades. Pousou nas nuvens.  Encheu-se de coragem:- OI, TUDO BEM?