O MOMENTO SEGUINTE!!!? ( NEUROSE)

Me chamo LOLA. Ando com a cabeça quente. Não sei se vale a pena continuar meu longo namoro com Ricardo. Estou cansada de tentar entender todas as neuroses dele. Ele vem de uma família muito repressora. A capacidade de expressão emocional foi bloqueada e só foram alimentados valores externos, desconectados do “EU”. O foco era crescer no profissional, tornar-se uma pessoa importante e ganhar muito dinheiro. Como se isso bastasse para alguém ser feliz! No começo do nosso namoro, não consegui perceber o quanto ele era rígido, crítico e destruidor de felicidade. Entendo que ele foi uma vítima, mas decidi que não quero me tornar vítima também. Quando a nossa intimidade aumentou, emergiu esse ser neurótico, desprovido de sentimentos de carinho e respeito, esperados do homem que se ama. Estive tentando ser companheira, compreender, amenizar e superar conflitos. Sempre esperava mudanças de sua atitude, extremamente agressiva, com reações desproporcionais aos fatos do dia a dia. Meus sentimentos pediam pra reconsiderar cada briga, esperando que ele melhorasse. Estou num momento emocional que busca integrar coração com razão. Toda vez que desculpo o Ricardo de suas grosserias infundadas, sinto que me saboto e engulo seco mais outra mágoa. Não adianta os momentos de sexo quente e suas juras de amor eterno. Me cansei. Estou perdendo minha identidade. Não dá mais! Estive pensando que, se eu continuar a alimentar esse padrão de relacionamento, estarei tão desequilibrada quanto ele. Entendi que a base de toda relação saudável deve ser o respeito e a cumplicidade. Divergências de opiniões e posturas fazem parte! Desrespeito ao outro, nunca! Vai matando a paixão. Me ajudaram muito algumas leituras, comprovando que o desgaste emocional constante pode diminuir nossa imunidade trazendo doenças emocionais ou físicas. Ponderando entre o Amor que ainda sinto pelo Ricardo e as Mágoas dessa nossa relação, penso em lhe propor a última chance e tentar preservar a nossa união. “TERAPIA DE CASAL”. Se ele concordar, talvez a gente veja novamente juntos o ipê amarelo florir!

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